quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pra Você guardei o AMOR...

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir



Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar


Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar


Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar


Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar


Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ilusão

25 são de um janeiro que não sei dizer mais                                 
24 horas de espera é um pesadelo
Essa solidão e essa angustia que chegou a mim DÓI
São trazidas de um vento frio...


Talvez o tempo passe e com ele a dor acabará
E como folhas secas que o outono já levou
Sempre possa recomeçar

Mas acontece que ainda lembro
De tudo que quero esquecer
Mas anoitece e então me rendo...


Ao doce som da sua voz que atormenta a minha paz
Aquela estrada colorida hoje já não vejo mais
Imagens soltas na parede
Se transformou em ILUSÃO!
Ciddynha Andrade/Thiago Oliveira

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Cala-te!



O que fazer quando SE tem uma crise absurda de consciência?



E porque ter tal crise SE não SE fez nada inumano?



Julgamentos são justos quando SE escuta apenas uma das partes envolvidas?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O TROCO!

Maviael Melo


Poeta e Cantador

poetamavi@yahoo.com.br



Começo a fiar esse texto, sem a mínima pretensão de convencer ou condenar, somente querendo expressar a minha angustia com tanto caso por nada! Com tantas perguntas que ficam.

 Um troco de alguma coisa. A partir de hoje só faço compras com o dinheiro contado, para evitar certos trocos;

 Um doido com um celular, segundo Amazan: “... em toda janela tem”;

 Uma inocente mulher: Afinal quem não fica valente, rico, esquecido, liso, eufórico, dançante e sem pudor depois de umas bicadas;

 E um meio de divulgar, ainda acredito na internet como uma importante ferramenta de informação e expressão.



A princípio não nos pareceria mal, pois seria bastante natural, como de fato o é. Em todos os cantos que vamos, nos deparamos com trocos, com celulares e seus cinegrafistas amadores, mulheres inocentes e mulheres experientes, e as notícias vão se formando no ar, nas vozes, nos sorrisos, nas tragédias etílicas, em fotos clicadas e postas em site de entretenimento, etc.

Acompanhei essa semana em algumas rodadas entre amigos, o fato ocorrido com a professora baiana, que foi demitida por ter se deixado ser enfiada pelo próprio tecido por um desses “reboladores”, de uma dessas bandas aí, chamada O Troco. Na verdade fiquei sem palavras ao ver as imagens e o seu conteúdo. Sem palavras, pois na tentativa de expressar a minha opinião imediata, de que realmente é inadmissível que uma educadora infantil se preste a tal papel, coloco-me ao mesmo tempo no lugar do cidadão que tem direitos e deveres iguais aos de todo mundo. O fato de ser educadora, não tira dela o direito de se arreganhar em público, afinal é maior e livre. Mas até que ponto se é livre mesmo? Uma grande massa da nossa população está acorrentada aos trocos errados que circulam em porcarias, com o apoio financeiro e alienador de produtores de lixo. Procurei ver o lado da escola que pune tão severamente a educadora, ao tempo em que é comum nas festas comemorativas de diversas escolas, serem contratadas bandas que passam o mesmo troco. (errado)

Sob uma ótica humana, é degradante o que se vem produzindo, tocado e mostrado nos principais meios de comunicação, principalmente as FM´s, imaginar que os adolescentes convivem com isso todos os dias, é preocupante. Que educadores teremos daqui a 10 ou 15 anos? Ver a cena, é triste, não sei ao certo a sensação, mas é algo que circula entre o nojento e o humilhante, entre o degradante e vil. Sem palavras...









Enfim, Está tudo no mundo! Segundo Rafhael. Em mundos diferentes, penso eu. O mundo que penso não permite tal ultraje a mulher alguma. O mundo da professora com certeza é outro, é o mundo fabricado pelas grandes indústrias de manipulações, que aliena de tal forma a massa, ao ponto de mulheres mal passadas, submeterem-se a cenas tão lastimáveis. O mundo que penso é distante, mas acredito em novos mundos diários que surgem, a professora enfiada, acaba de se enfiar em um novo mundo, com um pouco de vítima, um pouco patética, e um tanto quanto esperançosa, concordo com Pinzoh, quando diz “Mas não duvido que ela chegue a ser apresentadora de programa infantil na televisão, pois parece ser assim que a coisa tem funcionado, no ritmo do “tudo enfiado na hipocrisia”

Não me conformo. Acredito e vou continuar acreditando, luto e irei lutando, embora a cada dia um novo luto é adicionado a música brasileira, mas também um novo verso, uma nova canção sonora pelo ar.

Fui enfiando palavras ao texto e percebendo as diversas vias que sugere o tema, filosóficas, pedagógicas, constitucionais, legais, corporais, éticas, sociais, culturais, etc.

Será crime enfim uma pessoa maior, supostamente livre divertir-se em publico? Será negligência paterna permitir que nossos filhos tenham como educadores apreciadores desse troco? Quem deu esse direito de exposição da vida alheia aos doidos dos celulares? Será repressão punir um inocente e expor de forma sensacionalista a vida de uma pessoa, que tem outras pessoas em sua vida? Ou será hipocrisia, ver tanta coisa enfiada nos bolsos dos homens de pretos, que nos vão enfiando “goela a dentro”, escândalos de corjas tão espúrias e nojentas quanto o ato da professora naquele palco de horrores.

Em resumo me vejo enfiado numa discussão ética do que se pode e o que não se pode! Acho que algo tem que ser feito, urgentemente, as pessoas irão continuar dançando e se enfiando cada vez mais nesse troco de merda que circula em migalhas gigantescas, nos guetos principalmente dos subúrbios, agora ainda mais, como toda a repercussão (proposital) do fato.

O que fazer: censurar ou educar? Eu acredito na educação de base, no ensino como vivência, a escola é ainda um lugar de se aprender, lamento pela professora, que ainda poderia vir a ser de fato uma educadora. Não me proponho a achar um culpado em toda essa lambança cultural, apenas questiono: A mídia? Que, sobrevive muito bem com os altos trocos gerados dessa merda. A escola que quer ser exemplo, ou ganhar mídia como se exemplo fosse? As diversas câmeras celulares que invadem a vida alheia e lançam na internet? Hoje em dia não se vende celular porque ele faz e recebe ligações, vende-se um “Bombril Comunication” com mil e uma utilidades e todo mundo pode ter um, mérito da situação atual do nosso País. A professora, que sonhava, penso eu, no seu mundo criança, em ser educadora e ajudar a formar jovens e ver sua filha formada, sabe-se lá o que não se mudou no seu mundo entre a infância e a maior idade? Quais acessos culturais ela teve ou preferiu?

Está tudo no mundo sim, mas cada um escolhe o seu!

Eu já escolhi o meu e só pago a conta certa! Sem troco!http://www.youtube.com/watch?v=h0GLpu6n7j4

O amor e essas coisaS...


Meus pensamentos e questionamentos trilham apenas para uma direção...

Porque o AMOR deixa-nos tão quebradiços?
Porque são chamados de inconseqüentes os AMANTES? Será inconseqüência abandonar-se pelo outro?
Onde iremos encontrar o que chamamos de verdadeiro amor?

QUANDO?

Essa necessidade de manter esse sentimento vivo, De onde vem?
Esquivamo-nos diariamente dele... Procuramos ocupações, ciclos sociais às vezes entediantes,
Vamos a festas, shoppings, parques, cines, restaurantes, bares....
...Mas se ficamos sozinhos por um instante tudo porque fugimos retorna com a força de um Katrina ...
Então somos devastados como a Amazônia sem clemência alguma por parte desse exterminador de corações.

E assim postulamos pra ter de volta o Preto e brancO tão sem graça de nossa existência.Mas que pelo menos doía de maneira insignificante perto do que sentimos hoje!
Essas coisas e o amoR.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Acaso!

É bom abandonar este momento de desdém
Chega de reclamar, de tanto fugir do trem
Um dia na terra ah! Vão ter que perceber
Que tudo o que se protegeu, logo de nada valeu
Nesse vácuo do acaso que de acaso nada tem
Pois a culpa que colocacam no acaso de ninguém
Ou de um tal de "perde e ganha"
Ou de quem não tem vintém

Um dia hei de esquecer, desse mundo tão atroz
Lugar esse que me encanta!
Pare o tempo e o espelho, pois tens sido tão veloz
Mas florindo nas palavras ou no canto ou na dança.

Mariah Flor!

terça-feira, 2 de junho de 2009

PRÓLOGO


PARECIA QUE EU ESTAVA PRESA EM UM DAQUELES PESADELOS apavorantes em que você precisa correr, correr até os pulmões explodirem, mas não consegue fazer com que o corpo se mexa com rapidez suficiente.Minhas pernas pareciam se mover com uma lentidão cada vez maior à medida que eu lutava para atravessar a multidão insensível,mas os ponteiros do enorme relógio da torre não eram lentos.Com uma força implacável,eles se aproximavam inexoravelmente do fim – do fim de tudo.
Mas não era um sonho, e,ao contrário do pesadelo,eu não estava correndo para salvar minha vida; eu corria para salvar algo infinitamente mais precioso. Hoje minha própria vida pouco significava para mim.
Havia uma boa possibilidade que morrêssemos ali. Talvez fosse diferente se ela não estivesse na armadilha que era a luz do sol intensa; só eu estava livre para correr por aquela praça cintilante e abarrotada.
E eu não conseguia correr com rapidez suficiente.
Então não me importava que estivéssemos cercados de inimigos extraordinariamente perigosos. À medida que o relógio começava a soar a hora, vibrando sob a sola de meus pés lentos, eu sabia que era tarde demais para mim

-e fiquei feliz que alguma coisa sedenta de sangue esperasse nos bastidores.
Pois, falhando nisso, eu perderia qualquer desejo de viver.
O relógio soou novamente e o sol incidia exatamente do meio do Céu.
STEPHENIE MEYER